domingo, 7 de fevereiro de 2010

This scar is a fleck on my porcelain skin.

Esqueci o princípio básico: respirar.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

please please please let me get what I want

Entre as coisas mais maravilhosas que tive na vida, uma delas é você
Ouso até dizer que foi a melhor,
pela forma como nos encontramos,
pela forma como é a cada vez que eu vejo você.

Entre as dores maiores que já senti,
uma das principais é você.
Ouso até dizer que foi a pior,
pela forma como nos desencontramos,
pela forma como é a cada vez que eu vejo você partir.

Entre as coisas mais lindas que eu já vi,
uma das principais é você,
Ouso até dizer que é a mais linda,
pela forma como você é,
pela forma como está melhor a cada vez que eu vejo você.

Entre as coisas que mais quero na vida,
uma das principais é você,
Ouso até dizer que é a que mais quero,
pela forma como eu me sinto,
pela forma como é a cada vez que eu vejo você.

Entre as coisas que mais sinto falta na vida,
uma das principais é você,
Ouso até dizer que á que mais sinto falta,
pela forma como dói,
pela forma como me alegra cada vez que eu vejo você.

Entre as coisas que mais me fizeram chorar na vida,
uma das principais é você,
Ouso até dizer que ainda é,
pela forma como eu choro,
pela forma como eu esgano só de pensar em você.

E se entre todas essas coisas, a principal é sempre você.
Não é irônico que você seja a única coisa que eu não posso ter?

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

take only what you need from it

"Todos os dias temos que dar o presented a vida, pode ser muito doloroso, pode ser assustados, mas no final do dia, vale a pena.

Todas as vezes.

Todos temos a oportunidade de dar. Talvez o presente não seja tão dramático tanto quanto o que acontece numa sala de operações, talvez o presente seja tentar e pedir uma simples desculpa, talvez seja entender o ponto de vista de uma outra pessoa, talvez seja guardar o segredo de uma amiga. A alegria supostamente está no dar, então quando a alegria se foi, quando a doação passa a ser mais uma dor, é quando você para. Mas se você é como a maioria das pessoas que eu conheço, você se doa até que machuque, e aí você dá um pouco mais."


Texto retirado de Grey's Anatomy


sábado, 30 de janeiro de 2010

cinderela

O mundo te incita a acreditar que tentar é melhor do que ficar parado, na sua própria zona de conforto.
Suas amigas dizem, a garota da capa de revista, as novelas, os filmes e toda a outra forma de manipulação mais forte que pode existir, principalmente se você é uma garota.
O problema é que sempre todo mundo tem um final feliz pra contar,
tem sempre algo que deu super certo, mas que obviamente não vai funcionar se você vive no Planeta Terra.

E eu vou te dizer, a zona de conforto é ótima.
Ela te impede de se magoar, machucar, e ter a certeza de qualquer tipo de decepção bem longe de você.
Tá, até eu estou me sentindo mal em aconselhar o único leitor desse blog a não tentar, mas não é bem não tentar nada, só coisas absurdas.

Mas aí sempre tem aquela injeção de auto-estima que normalmente surge do nada e toma a sua mente, ela te diz que vai dar tudo certo, você pode fazer algo absurdo que o resultado vai ser bom, afinal, funcionou com fulana...

Eu acho que essas injeções de auto-estima são bonitas, e talvez em algum lugar do mundo ou com pessoas escolhidas por alguma entidade superior, dêem certo.

E talvez eu até viva um conto de fadas, mas ele veio é do avesso...

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

signal fire

Era como se se conhecessem há anos, mas faziam apenas 15 minutos que estavam lá, sentados, na calçada suja as 9h da noite.
Ela esperava o próximo vagão, que já havia passado 7 vezes, e agora oito.

- Você sempre levanta a sobrancelha quando mente...
- Eu nunca minto
- Viu? Levantou de novo...

Conhecia cada jeito, cada trejeito, cada mania e cada roupa igual daquele guarda-roupas marrom que ficava do lado esquerdo da porta.
Conhecia as rotinas, os sonhos, e tudo que fazia ele abrir aquele sorriso de criança.
Conhecia as pequenas manias que ninguém mais jamais valorizaria,
e ainda sim,
não era conhecida. E muito menos reconhecida.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

supermassive black hole

O problema do convívio é que perdemos o encanto daqueles encontros;
tem sempre uma beleza na ausência;
o fato de algo ser extra ordinário torna aquilo muito mais preciso, muito mais gostoso, muito melhor do que o dia a dia;

Quando conhecemos pouco cada descoberta é uma coisa mais linda,
a convivência torna toda descoberta algo insuportável,
o que antes era virtude, se tornam pequenos defeitos irritantes;

A mania de falar ao telefone sobre cada detalhe do dia,
o som da respiração do outro lado da linha se torna só mais um silêncio desconfortável causado pela falta de assunto,
o que antes era simples admiração pela existência se torna simples irritação pela presença;

E todo mundo se prende a essa rotina,
mais fácil se manter nessa inércia do que agir algo pra voltar a sentir qualquer tipo de empolgação na vida.

É mais fácil discar o mesmo número,
dizer as mesmas coisas,
calar os mesmos assuntos,
e ficar na mesma posição

Acho que com o passar do tempo o que me irrita no mundo é exatamente essa necessidade de funcionar à base do tapa.
De deixar a vida levar, mas não por uma simples tranquilidade e sim pela covardia de tentar.



quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

look how they shine for you

Naquele dia saiu de casa pronta pra voltar, não tinha nada que poderia tornar aquela noite uma boa noite.
Estava doente, cansada, e pela primeira vez na vida tinha certeza de que não tinha um resquício de beleza no corpo que a vida lhe deu.
Sorria falsamente, procurou encher a cara, começou a passar mal.
E foi na lama que encontrou a redenção.
Se olharam, ela o olhou por um costume besta de nunca conseguir parar de olhá-lo.
Ele a olhou pelo simples hábito de só observar.
Mas pela milésima vez se entreolharam, e pra ela já bastou.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

espera o dia passar

Sai correndo na chuva,
era um temporal absurdo, e não parecia me molhar
Joguei o guarda-chuva no lixo, enquanto via toda uma multidão tentando escapar.

Saltava nas poças pra ouvir o som da água,
deixava molhar as barras da calça jeans sempre muito maior que as minhas pernas curtas, tortas e gordas.

Pensei que aquele temporal que usava pra lavar a alma e refrescar o sol era sinal de destruição pra uma boa parte das pessoas,
pra mim era só mais uma forma de tentar te alcançar.

Lá de longe vi a minha casa, e ainda sim parecia perto demais pra tudo que eu precisava encharcar
Queria que não fosse,
ou melhor,
queria que fosse,
mas tudo diferente;

Queria que cada gota de chuva que caísse molhando mais e mais, e levasse da mesma forma que levava as folhas cada fragmento que ainda restava.

Então apressei o passo
percebi que não era sobre a tempestade,
os raios,
o medo,
a solidão.
Era só sobre as gotas e aquela sensação... aquele cheiro de chuva, aquele gosto de liberdade, aquelas coisas todas que não mudam nem que eu mesma fosse levada pela tempestade.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

pra sempre, sempre acaba.

16 e 19, essas eram suas respectivas idades quando se viram pela primeira vez.
naquela festa desanimada de colégio,
sem música,
com dois grupos de adolescentes distintos: os quietos e as falantes.
Ele entrou lá com seu jeitinho calado, e depois de um tempinho já fazia piadas.
Tomou uma cerveja ou outra, ela não bebia nada além de guaraná.
Eram dois desconhecidos, mas na despedida o que ficou foi o olhar.
Ela nunca havia sido olhada daquela forma,
talvez ele nunca tivesse visto nada tão pequeno e tão estridente quanto a risada dela.
Talvez fosse o amor a primeira vista, aquele dos filmes de cinema.
Se falaram algumas vezes até o primeiro beijo, inesperado, ou altamente esperado após tantos telefonemas e uma paixão que consumia o dia todo todo o dia
O amor vai crescendo, crescendo:
de eu gosto de você, passa a virar te adoro com jeitinho de "sinto mais";

Ela estava num daqueles casamentos de família, quando se deu conta do que era de verdade.
Amor, daquele tipo pra sempre, que envolve namorar por 10 anos, casar, ter filhos, ter casa na praia e viagem de fim de ano.
Natais em família, ano novo com um beijo à meia noite.
Ela queria tudo.
Ela queria ele.
E queria tudo com ele.
E foi então que ela disse, pela primeira vez, eu te amo.
Quando viu que a necessidade de estar ao lado dele superava a necessidade de viver, e estar com ele era melhor que tudo, e ele era melhor que todos.

As palavras saíram naturalmente, ele repetiu por educação.
E foi a primeira vez em que ela entendeu, que o amor consiste em coisas diferentes pra cada um.
Pra uns signfica viagens de final de semana, pra outros significa ser e estar todo dia.
Pra uns é virar a noite em um barzinho, pra outros é virar a noite conversando, sem se sentir medíocre, ser ouvido; inteiramente.

E foi na divergência do amor que se desencontraram,
pois quando alguém luta demais pelo agora, esquece o passado e o que há de vir.

sábado, 2 de janeiro de 2010

sweet disposition

Feliz Ano Novo!